Quando a febre amarela atingirá o Brasil novamente? Macacos e mosquitos possuem pistas

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Os macacos bugios deslizam como gatos através das marquises, girando suas cabeças para identificar o perigo. Eles têm motivos para ser cautelosos. Logo abaixo, na selva, biólogos armados com rifles com tranquilizantes estão a caça. Os cientistas estão na Ilha Grande, uma ilha do sul do Brasil, que uma vez abrigou uma notória prisão de segurança máxima. Agora os resorts ocupam o litoral, mas uma selva intocada domina o interior da ilha. 

Recentemente, o  Brasil experimentou o seu pior surto de febre amarela em décadas com centenas de casos, alguns a leste da Ilha Grande. Então, os cientistas planejam testar macacos locais (chamados bugios ) para  saber se o vírus se espalhou aqui também. Filipe Abreu, é um doutorando da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um instituto de pesquisa no Rio de Janeiro, Brasil. Ele é um entomologista, mas o intrincado ciclo de transmissão da febre amarela, que envolve macacos e mosquitos, o obriga a estudar e caçar esses  primatas também. 

Os caçadores atravessam o interior da floresta a procura dos macacos até que fazem três disparos, todos falham. Todos concordam que os bugios são incomumente nervosos. Eles não são os únicos. A febre amarela deixou as pessoas inquietas  por aqui. Ao longo dos últimos 8 meses, eles suportaram a falta de vacinas, histórias na mídia espalhafatosas e o abate ocasional de macacos inocentes. Para conter esses  problemas, os cientistas varrem a região para descobrir onde o vírus se esconde e como ele está se espalhando, conhecimento vital para lugar contra futuros surtos. Porém o medo permanece, especialmente o medo de que a febre amarela esvazie as  megacidades ao longo da costa leste do Brasil, ou empurre mesmo além disso.

“Nós vimos Zika marchar para os Estados Unidos”, diz Seth Berkley, CEO da Gavi, Vaccine Alliance, em Genebra, Suíça. Assim, tem dengue, chikungunya e outras doenças transmitidas por mosquitos. “Não há motivos para pensar que a febre amarela não fará o mesmo”, diz ele

A febre amarela já foi a doença mais temida do mundo. A maioria das vítimas sofre apenas febres e dores nas articulações, mas 15% tem sintomas mais graves: seus olhos e pele ficam amarelos e sangraram pela boca e pelos olhos. (O nome espanhol para a doença, vomito negro). Não existem drogas para tratá-la, e metade daqueles que desenvolvem a forma séria morrem à medida que o vírus destrói seus fígados.

De origem na África, a febre amarela se espalhou para as Américas com o tráfico de escravos. Em 1793, o então presidente George Washington fugiu de Filadélfia, Pensilvânia (então a capital dos EUA), durante uma epidemia que matou 5000. Os mais recentes surtos quase descarrilaram a construção do Canal do Panamá.

Uma vacina desenvolvida na década de 30 eliminou em grande parte a doença na América do Norte. África e América do Sul, enquanto isso, continuam a sofrer. A África subsaariana representa 90% dos casos, incluindo um surto de 2016 centrado em Angola com milhares de vítimas. Mas, de certa forma, a febre amarela na América do Sul é mais assustadora: por causa da baixa imunidade natural, mata um terço daqueles contraem a doença.

O Brasil parece particularmente vulnerável. A febre amarela desapareceu há muito tempo no interior, e dado o punhado de casos a maioria dos anos (2014 não viu nenhum), poucas pessoas fora das áreas endêmicas recebem vacinas. Mas em dezembro de 2016, as vítimas começaram a aparecer no leste pela primeira vez desde 1942. O governo confirmou 792 casos em 130 cidades em todo o país, com várias centenas de casos a mais sob investigação. Mais de metade ocorreu em Minas Gerais (população: 21 milhões) e uma vítima teria morrido a 40 quilômetros da cidade do Rio.

Os ministérios estaduais de saúde, que administram vacinas, ordenaram 26,3 milhões de doses de emergência desde dezembro, mas alguns lugares ainda ficaram curtos. Durante o Carnaval em fevereiro, um macaco de cheiro morreu de febre amarela no Parque Estadual do Utinga, em Belém[1]. Depois de histórias de pânico na imprensa, as pessoas marcaram presenças em clínicas de vacinação, o que levou a abrir salas extras para conter as multidões. Após 12000 mil vacinações em 5 dias, os postos de saúde esgotaram suas reservas. 

Embora o início do inverno tenha abrandado o surto, os cientistas temem um ressurgimento no próximo ano. Quando e onde pode reaparecer depende do comportamento errático, e muitas vezes irritante, de três animais: Os mosquitos,  os macacos e  os humanos.

CREDITS: (MAP) J. YOU/SCIENCE; (GRAPHIC) K. SUTLIFF/SCIENCE; (DATA) BRAZIL MINISTRY OF HEALTH

Existem dois ciclos de transmissão de febre amarela na América do Sul. No ciclo silvestre, os mosquitos de dois géneros – Sabethes e Haemagogus – espalham o vírus principalmente entre macacos, com pessoas (geralmente madeireiros ou mineiros em áreas remotas) são mordidos e infectados apenas incidentalmente. Porém a possibilidade de um ciclo urbano se destaca. Aqui e agora, um mosquito diferente, o infame Aedes aegypti , dissemina a doença diretamente de pessoa para pessoa, e os casos se multiplicam rapidamente. Todos os casos recentes no Brasil foram silvestres-  aqui um ligeira observação pois alguns ocorreram dentro das cidades – mas nenhuma transmissão de humano a humano aconteceu.

Determinar quais espécies de mosquitos carregam o vírus podem fornecer indícios sobre quem está em risco e onde. Assim, em uma manhã recente de junho, entomologistas do Instituto Evandro Chagas em Belém dirigem se a floresta.

Os mosquitos da febre amarela “jantam” em macacos nas arvores, então os pesquisadores também precisam escalar as árvores. É uma subida de chuva no calor. Para atrair os como mosquitos, Bruna Sena, um entomologista responde: Nós somos a isca”. Os mosquitos são atraídos pelo dióxido de carbono que os primatas exalam. Então, ao contrário dos macacos, os mosquitos  são fáceis: apenas sente e espere – e segure o spray de insetos.

De volta ao laboratório em Belém, Nascimento congela e classifica seus mosquitos, focalizando as listras abdominais ou varrendo as pernas que distinguem várias espécies. Após a triagem, os mosquitos entram em frascos cheios de solução salina. Um agitador automático, em seguida, liquefeita os insetos, produzindo uma tinta cinzenta espumosa com pernas flutuantes. O fluido é adicionado às culturas celulares para testar a febre amarela.

Embora os cientistas conheçam os principais vetores da doença no Brasil, eles ainda estão investigando se outros desempenham um papel. Um mistério é como os surtos se deslocam das floresta para urbano e quais as espécies que impulsionam esse turno. Talvez os mineiros ou madeireiros simplesmente carreguem o vírus de volta às cidades. Mas certos mosquitos também podem desempenhar um papel. Abreu suspeita que A. albopictus , o mosquito tigre asiático, que muitas vezes se esbarra na selva e nas áreas urbanas, pode abrigar o vírus e pode superar os ciclos através da introdução de casos em novas áreas.

A pesquisadora Bruna Sena captura os mosquitos na floresta e analisa os no laboratório do Instituto Evandro Chagas, em Belém. Foto: Science @mauricio Susin

Mesmo assim, os vetores conhecidos causam muito estragos. Diz Thomas Monath, especialista em febre amarela da NewLink Genetics, uma empresa de biotecnologia em Ames, Iowa: “No Brasil, eles desenharam uma linha que supostamente demarca o risco. Nós vacinamos as pessoas de um lado e não vacinamos as pessoas que vivem no Outro lado. Mas os mosquitos não estão observando essa demarcação “.

Se os mosquitos são os vilões da febre amarela, os macacos são as principais vítimas. A falta de imunidade natural leva a surtos devastadores para muitas espécies sul-americanas, especialmente os macacos bugio. Na agonia da doença, diz Abreu, eles freqüentemente descem de árvores para margens dos rios para matar a sede, mas não têm força para subir de novo. Eles acabam tremendo na sujeira, arruinados de dor.

Durante o surto brasileiro, funcionários da saúde em todo o país pediram que as pessoas relatassem avistamentos de macacos doentes ou mortos para que pudessem testar a febre amarela. Eles receberam relatos de 5300 macacos mortos desde o início do surto, com um número desconhecido relacionado à febre amarela. Os biólogos também realizaram campanhas de “vigilância ativa”, como as caças na Ilha Grande.

Macaco brevemente anestesiado enquanto se verifica o sangue para a febre amarela. Fonte Science @mauricio Suzin

Caçar macacos é apenas metade do desafio. Depois que o tranquilizante o atingir, os cientistas ficam cerca de 5 minutos antes de o macaco cair em penas – durante o qual eles estão se mexendo com uma rede, esperando que o macaco não seja louco, e se afaste para uma área inacessível. Uma vez que ele caem com segurança, eles verificam suas gengivas, olhos e órgãos genitais para descoloração amarela, então tiram sangue da virilha para testar o vírus. Embora o macaco geralmente permaneça dopado por uma hora, pode permanecer um pouco mais tornando-se posteriormente vulnerável quedas ou ao ataque de um predador, como onças. Assim, os cientistas costumam aprisionar eles até que recuperem a sua sanidade para soltar-los.

A maioria das pessoas no Brasil sabe que macacos podem pegar febre amarela. Infelizmente, muitos também acreditam que os macacos infectam as pessoas, o que não é verdade (Mosquitos que faz isso). Como resultado, as pessoas nas zonas rurais, às vezes, atiraram macacos ou deixaram frutas envenenadas ao redor, adicionando dezenas de baixas a um surto já devastador. A morte de macacos acaba prejudicando humanos, diz Jùlio Bicca-Marques, primatologista da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, Brasil: “A morte de macacos da febre amarela é o primeiro aviso de que o vírus está circulando ” Em outras palavras, os macacos são sentinelas, diz ele, sistemas de detecção precoce. “Sem os macacos em nossas florestas, estaremos cegos”.

Os seres humanos, o terceiro ator desse drama, são os menos previsíveis. Mineradores e madeireiros, alguns com cartões de imunização falsos, viajando entre regiões de florestas e urbanas em poucas horas, podem potencialmente transferir o vírus para novas áreas. O desmatamento também expõem as pessoas aos mosquitos que de outra forma permaneceriam escondidos nas florestas.

Construir casas em clareiras florestais, uma prática comum no Brasil, é especialmente arriscada. De um lado da estrada pode sentar-se com as galinhas que vagam e as antenas de satélite ancoradas em pedras cobertas de musgo. De outro lado, uma parede de selva espessa com vibrantes pássaros tropicais vermelhos e macacos brincalhões. Jozelene Beckmann, que mora em Belém, próximo ao local onde o macaco de cheiro morreu, diz que os macacos costumavam brincar ao longo de seu telhado e escorregar para dentro de sua casa. Infelizmente, onde os macacos vão, seguem os mosquitos – como a febre amarela. Depois de anos de ignorar as recomendações, Beckmann finalmente foi vacinada em meados de junho.

A vacinação de bebês para a febre amarela já é obrigatória nos estados do norte e da Amazônia, onde a doença é endêmica, e alguns cientistas propõem estender a lei em todo o país. Mas porque a vacinação traz um pequeno risco – uma em 300.000 pessoas desenvolve febre amarela após a vacinação e uma em 100.000 desenvolve meningite – o governo deixou de mandar isso para todos, em vez de recomendá-lo. Muitas pessoas no Rio e outras cidades ignoram a recomendação. Um dos problemas é que a maioria das clínicas de vacinação tem um curto expediente o que dificulta as pessoas terem tempo para uma visita.

A baixa conformidade frustra cientistas porque a inoculação poderia basicamente eliminar a febre amarela em todo o país.”Uma única dose administrada como um bebê que custa um dólar é eficaz para a vida. Isso é extraordinário”, diz Monath. Durante a emergência angolana no ano passado, os funcionários da saúde esticaram o suprimento de vacinas com “doses fracionárias” de um quinto da quantidade normal, e mesmo isso parecia oferecer proteção de curto prazo.

Fábrica de vacinas para a febre amarela da Biomanguinhos, na Fiocruz – Márcia Foletto / Agência O Globo

Ainda assim, fazer a vacina tem seus desafios. É difícil aumentar a produção, por um lado, em parte porque muitas etapas ainda são realizadas à mão, da mesma maneira básica que eram na década de 1930. Os fabricantes cultivam o vírus em ovos de galinha, cujos trabalhadores devem “acender” um por um com lâmpadas de mão para verificar sinais de embriões vivos – veias, olhos, movimentos. (Ovos mortos são descartados.) Um único técnico pode examinar 8000 ovos por semana. Os técnicos também devem queimar buracos nas cascas de ovos com tochas para introduzir o vírus e depois queimar mais buracos ao redor da cintura do ovo para extrair os embriões infectados para moagem em liquidificadores. Não é uma produção de vacinas artesanais, mas está perto. Outro problema é mais perverso: A vacina é quase boa demais para prevenir a febre amarela Pois custa pouco e protege as pessoas para a vida, tornando não lucrativa. Em todo o mundo, apenas quatro institutos, incluindo a fiocruz. Os fabricantes também não gostam do mercado desigual: baixa demanda a maioria dos anos, seguidos de surtos. A produção da Fiocruz, por exemplo, saltou de 25 milhões de doses em 2016 para 70 milhoes planejados este ano, o que obrigou o instituto a reduzir drasticamente a produção de vacinas contra sarampo,caxumba e rubéola.  

O mercado poderia em breve mudar, no entanto. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recentemente negociou acordos em vários países africanos e sul-americanos para vacinar 584 milhões de pessoas para a febre amarela na próxima década, com o objetivo de eliminar todos os surtos em todo o mundo em 2026. Essa campanha deve estabilizar o mercado garantindo uma demanda estável. Para aumentar a oferta, a Fiocruz também está construindo uma novo centro US $ 1 bilhão a oeste do Rio que, em alguns anos, poderia produzir até 100 milhões de doses anualmente de vacina contra a febre amarela. Atualmente, o instituto opera em sua capacidade máxima, trabalhando 7 dias por semana sendo capaz de produzir 9 milhões de vacinas por mês e recentemente o instituto sofreu invasão e furtos [2].

Ainda assim, a OMS observa que a produção de vacina quase sempre está atrasada nas projeções. A falta de urgência entre os líderes políticos também pode enfraquecer a campanha. “As autoridades de saúde pública”, diz Monath, “podem basicamente esquecer a [doença] entre estes horríveis episódios”. Porém, embora a nova instalação da Fiocruz ajude, a eliminação de surtos em todo o mundo continua sendo um objetivo ambicioso. A disseminação rápida de Zika e outras doenças transmitidas por mosquitos da América do Sul até Texas e Flórida também sugerem que a febre amarela será difícil de domar.

Mas o perigo da febre amarela na América do Norte é tímido em comparação com o desastre que poderia surgir se alguma vez se espalhara para a Ásia. Embora o sul da Ásia tenha todos os pré-requisitos para febre amarela, macacos, mosquitos, um clima quente, a doença nunca ganhou força no continente mais populoso do mundo. Talvez, alguns cientistas especulem, outras doenças fornecem imunidade cruzada. Ou talvez os seres humanos simplesmente tiveram sorte. Mas no ano passado, 11 homens chineses trabalhando em Angola desenvolveram febre amarela ao retornar para casa, os primeiros casos confirmados na história asiática. Felizmente, a doença não se espalhou mais. Mas se o ciclo urbano já se estabeleceu, 1,8 bilhão de pessoas – praticamente todos não vacinados e presumivelmente com alta susceptibilidade genética – podem ser vulneráveis.

Além disso, a luta para conter a febre amarela, uma doença familiar com uma vacina efetiva, não prediz muito a nossa capacidade de combater as novas doenças que quase certamente surgirão à medida que as pessoas avancem nas selvas. Como Jon Abramson, um pediatra da Universidade Wake Forest em Winston-Salem, Carolina do Norte, e um conselheiro de febre amarela para a OMS, diz: “Se não podemos parar os surtos com febre amarela, estamos com muitos problemas com outros surtos “.

No Brasil, a busca para parar o foco atual continua. Na Ilha Grande, depois que os macacos bugios se espalham, a festa de caça toma uma pausa para pegar insetos. “Às vezes, temos mosquitos e não conseguimos pegar macacos, outras vezes, nós conseguimos macacos, mas não podemos obter mosquitos”, diz Abreu, filosoficamente. Ambos são importantes.

Mas depois de rastrear essas duas criaturas durante toda a manhã, Abreu e Gomes agora mudam sua atenção para o animal final na tríade de febre amarela: humanos. Para esse fim, eles visitam a prisão abandonada nas proximidades, agora um museu.

Os moradores locais estão falando sobre um turista que recentemente encontrou um macaco morto nas proximidades e publicou uma foto no Facebook. Infelizmente, algo arrastou a carcaça antes que as autoridades pudessem testá-la pela febre amarela.

Abreu faz amizade com a guarda do museu, cujo quintal é um ponto de cruzamento popular para macacos. Ela está bastante tomada com o rifle tranquilizante, e ele mostra a ela como isso funciona. Depois eles trocam informações de contato, para que ela possa alertá-lo se ela vê macacos doentes ou mortos. Ela então pergunta a Abreu se é verdade que os macacos dão febre amarela aos humanos. Ele assegura que não o fazem.

No final da manhã seguinte, Gomes finalmente saca um bugio , uma fêmea. Em vez de cair do dossel, ela desliza por um espesso eixo de bambu “como aquele pólo que os bombeiros descem”, diz Abreu. Mas ela está ilesa, e eles conseguem uma boa amostra de sangue.

Poucas semanas depois, os resultados retornam: negativo para a febre amarela. Isso é um alívio – ainda não é sinal de que este antigo flagelo se infiltrou no paraíso das ilhas. Mas com as cidades do continente próximas confirmando casos e turistas derramando, pode não ser longo. Como o resto do Brasil mostrou, a isenção da febre amarela hoje não é garantia de um cofre amanhã.

 

Texto Versionado e Adaptado
When will yellow fever strike Brazil again? Monkeys and Mosquitoes hold clues
Sam Kean. Science

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Referencias e Leituras

Sam kean. When will yellow fever strike Brazil again? Monkeys and Mosquitoes hold clues. doi:10.1126/science.aao7011

[1]G1: Belém registra a primeira morte de macaco por febre amarela
[2]O globo : PF investiga invasão de Bio-manguinhos que fabrica vacina de febre amarela